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inaugurou Sexta 08. 05. 2009, às 21H30.
no Espaço Avenida, 211

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A nossa língua não cura
É de forma fragmentada e informe que o pensamento se insinua. Tentamos dar-lhe sentido: captá-lo, aprendê-lo, elaborá-lo, relacioná-lo, negociá-lo, enfim, solidificar esse informe. Esta formalização não é mais que um artifício para o tornar eficiente. Supostamente é o que se pede. Pede-se uma inevitável artificialidade, um duplo ou sósia utilitário que resolva, nem que seja parcialmente, questões individuais e sequentes relacionamentos com um contexto. O corpo e a linguagem costumam ser veículos nesse relacionamento.
Mas aqui, a nossa língua não cura:
A linguagem nem sempre sutura os ferimentos provocados pela comunicação e a nossa língua, ao invés da dos animais, não ajuda a sarar os ferimentos do corpo.
Trata-se de deixar à linguagem e ao corpo dum trabalho artístico essa tarefa.
Essa tarefa, esta exposição, não passa por definir possibilidades ou impossibilidades mas aceitar insuficiências – as do discurso, as do fazer e as da apresentação dos mesmos.

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O que aqui pode ser visto é uma reunião de trabalhos.
O que antecedeu essa visão foi uma reunião de artistas.
Como agente de união nesta mostra, o meu olhar nunca esteve de frente para as obras já que à excepção de uma, mais nenhuma existia à data. A possibilidade passa por um olhar por trás e o que aí se encontra é informe e escuro – tal como quando se entra num espaço sem luz, o olhar se vai habituando ao negrume e aos poucos se consegue perceber formas por diferenças tonais, também neste processo de união, o antes informe foi-se revelando progressivamente até passar a existir fisicamente.

Isabel Ribeiro, 2009

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André Romão

Modelo para escultura retórica: o estado (a partir de Hyperion)
2009
Impressão lambda - texto
100 x 70 cm
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bio
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André Sousa

99%
2009
Instalação
Dimensões variáveis
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António Caramelo

O Espírito e o Olho (I ended up in search of ordinary things)
2009
Instalação
Dimensões variáveis
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bio
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António Rego

The Last Letter
1999-2000
vídeo, 20’05’’
cor e som
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Fernando Ribeiro

Off / On
2009
Instalação – post-its
Dimensões variáveis
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Gonçalo Sena

Vistas gerais:
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Estrutura para receber peso
2009
Acetatos
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Edição Lisboa-Berlin
2009
Fotócópia
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Projecção
2009
Grafite sobre parede
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Israel Pimenta

Acícia
2009
Instalação sonora com espelho
Dimensões variáveis
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Aborrece-me a tua dor. Vou mudar a tua dor
2009
Copo, agua, pó e pregos
Dimensões variáveis
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João Marçal

A Montanha
2009
Acrílico s/Tela
180 x 130 cm
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José Almeida Pereira

Diplomatique (n.01)
2009
Instalação - jornais
33x190 cm
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Nuno Ramalho

Técnica
2009
Texto s/papel A4
Dimensões variáveis
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+
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Erro africano
2008
Marcador sobre papel A4
Dimensões variáveis
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Renato Ferrão

Dia de Cólera
2009
Instalação
Dimensões variáveis
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bio - André Romão

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Nasceu a 1984 em Lisboa, onde vive e trabalha. Exposições colectivas (selecção): Desenhos A-Z, curada por Adriano Pedrosa, Pavilhão Preto – Museu da Cidade, Lisboa 2009; Tracção, Artecontempo, Lisboa 2008; A River Ain’t Too Much to Love, Spike Island Center for Art and Design, Bristol 2008; Luoghi per Eroi, curada por Lorenzo Bruni, Vianuova Arte Contemporanea, Florença 2008; Eurásia, Casa-Museu Anastácio Gonçalves, Lisboa 2008; Ocorrência, Galeria Baginski, Lisboa 2008; Prémio EDP Novos Artistas, curada por Delfim Sardo, João Pinharanda e Nuno Crespo, Central do Freixo, Porto 2007; Antes que a Produção Cesse, Espaço Avenida, Lisboa 2007; Salon, Museo della Permanente, Milão 2006. Prémio EDP Novos Artistas 2007; co-editor da ATLAS PROJECTOS, desde 2007; co-organizador do ciclo de exposições Estados Gerais, Arte Contempo; Lisboa 2009.
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Links: AQUI
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bio - André Sousa

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Porto, 1980.
Estudou Artes Plásticas na FBAUP (1998/2003). Desde então tem apresentado o seu trabalho regularmente e está envolvido na programação e gestão de diferentes espaços independentes no Porto. Ao longo de 2009 está em residência artística na Kunstlerhaus Bethanien (Berlim) como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
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Links: AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI
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bio - António Caramelo

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Nasceu em 1969
Licenciatura em Escultura pela FBAUL (1998)
Vive em Oeiras, trabalha em Évora, descansa onde pode.
Últimas Exposições em que participou (selecção):“Diskrete Energien”, Uma certa falta de coêrencia, Porto; "Where are you From? Contemporay Art from Portugal", Falcouner Gallery, Iowa, Usa, 2008, "On the Edge - In the Middle", Janalyn Hanso white Gallery, Cedar Rapids, USA, 2008, Não Vejo Nada", Projecto Apêndice, CCC, Porto, 2007, Toxic - o discurso do excesso", Fundição de Oeiras, Oeiras, 2005; "God With Us", Plataforma Revolver, Lisboa 2005 (como José Berenguer); "Noite na Terra", Plataforma Revolver, Lisboa 2005; "Portugal - 30 artists under 40", Stenersen Museum, Oslo, 2004; "O Homen Invisível", Galeria ZDB, Lisbon. 2004Performances colaborativas:"Reais Jogos Virtuais", Festival Temps D´Image 2008, LX Factoty, Lisboa, "Urbanlab_bienal da maia 2001", com NRV, Maia, 2001; "NumeroFestival", New Mwdia Festival, Pavilhão Carlos Lopes, Lisboa, 2001; "Le Placard - Headphone Room" (Paris vs Lisboa vs Viena), streaming "online" e "offline", Galeria ZDB, 2000; "Festival Atlântico ´99 - Sensibilidade Apocalíptica"! electronic music, Edifício Capital, 1999, Lisboa.Discografia:"PORTUGUESE ELECTR(O)DOMESTIC TRAKS 1.0", Variz Records, Portugal, 2001"METRÓNOMETRO", Variz Records, Portugal, 2002
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Links: AQUI
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bio - António Rego

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António Rego was born in 1960 in Malanje, Angola.
In 1975 the Civil War in Angola forced him to move to Porto, Portugal. The events witnessed there have had a vital influence on his later work.
He studied Fine Art at ESAP (Porto School of Art) and graduated in 1989.
He set up his painting studio in Porto while working as a Teacher of Fine Art at Carvalhos College in Porto.
He moved to London in 1993 and completed an MA in Fine Art at Goldsmiths’ College in 1994.
Returning to Porto he worked as a Teacher of Drawing at ESAD (School of Art and Design) while developing a series of multimedia installations.
In1996 he went to Glasgow, Scotland as part of the international project “Pleased To Meet You”. His stay proved to be the beginning of a dynamic collaboration with the Scottish art community.
In 1997 he moved to Osnabrück, Germany were he started producing video works with the support of Medienhaus werk.statt in Osnabrück.
He returned to Glasgow in 1998 to collaborate with Scottish artists while working as a Teacher of Fine Art at Strathclyde Art Center where he was invited to take part in an interactive art and science project, “It’s In Your Head”.
In 2000 he masterminded and co-curated “Plano XXI”, a show of contemporary Portuguese art, film and music that linked eight different venues in the city. Weekly round table discussions on contemporary art issues with international art critics rounded up the so far biggest show of contemporary Portuguese art outside Portugal.
In 2001 he set up a studio in Hamburg, Germany where he produced a number of video projects with the support of Medienhaus werk.statt.
He went back to London in 2002 as a resident of Goodenough College to create new video works in collaboration with various musicians and composers.Since 2004 he has been developing a variety of new experimental video works based in his studio in Hamburg.
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Links: AQUI e AQUI
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bio - Fernando Ribeiro

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Lisboa, 1963.
Vive e trabalha em Lisboa.
Pintura pela FBAUL, Lisboa (1994) / Tese de mestrado, Nomadismo(s). Arte/Moda, em Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa (1997/2000) / Tese de doutoramento, O Perpétuo Presente: Heterotopoas Glocais na Arte Contemporânea, na área de Arte Pública, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2005/2009)
Exposições Individuais
2009 “Untitled: Neons and Chanel” Uma certa falta de coerência, Porto; 2004 “Endless Light” Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Coimbra; “Todos os Desejos, em Saldos” galeria Monumental, Lisboa; 2002 “Chickenflot” (exposição conjunta com Rui Silvares), inserida no projecto “Too Drunk to Fuck”, Largo Chão do Loureiro, Lisboa; “Always There” (exposição conjunta com António Caramelo), inserida no projecto “In.Transit”, Edifício Artes em Partes, Porto; 1996 - Galeria Arte Periférica, Massamá; 1984 “Quem Perdeu a Colher?”, Escola Secundária António Arroio, Lisboa.
Exposições Colectivas
2005 “The Artcard”, Sharjah Art Museum, Sharjah, Emirados Árabes Unidos; “Toxic. O Discurso do Excesso”, Angar K7 da Fundição de Oeiras, Oeiras; “2004 “Proximidades e Acessos: Obras da Colecção de Ivo Martins”, Culturgest, Porto; “Quartel. Arte Revolução Trabalho”, ruas do Porto; “Correi Lágrimas Minhas, Disse o Polícia”, galeria ZDB, Lisboa; 2003 “Imperial”, Pêssego p’ra Semana, Porto; 2002 “Free Manifesta” no âmbito da Manifesta 4, Frankfurt am Main; “Arte-Público”, Culturgest, Caixa Geral de Depósitos, Lisboa; 2001 “URBANLAB” Bienal Maia 2001, Urbanlab Factory (antiga fábrica Fimai), Maia; “Regras do Jogo da Glória”, Artemosferas, Porto; 2000 “Plano XXI, Portuguese Contemporary Art, Cinema & Music”, G-MAC (Glasgow Media Access Centre), Glasgow; 1999 “Perverse Space Room”, W.C. Container, Edifício Artes em Partes, Porto; “Acasos & Materiais # 2”, CAPC, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Coimbra; 1998 “Acasos & Materiais # 1”, CAPC, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Coimbra; “Index 3”, Galeria João Graça, Lisboa; 1996 - Galeria Arte Periférica, Centro Cultural de Belém, Lisboa.
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bio - Gonçalo Sena

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Lisboa, 1984.
Licenciou-se em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, em 2007. Em 2008 foi nomeado para o Prémio EDP Novos Artistas 2009. Foi também seleccionado para o prémio Anteciparte Millennium BCP em 2007, e para o II Prémio de Pintura Ariane de Rothschild em 2005. Em 2008 participou em várias exposições colectivas, a destacar “O contrato do desenhista” com curadoria de Paulo Reis na Plataforma Revolver, Lisboa, e “Finisterra”, no Centro Cultural de São Lourenço, com curadoria de Maria do Mar Fazenda; também participou e co-organizou a exposição “Tracção” no espaço ArteContempo, Lisboa. Apresentou trabalho na mostra “A River Ain’t Too Much To Love” in Spike Island, Bristol, e esteve também presente na exposição “Ocorrência” na Baginski, Galeria / Projectos, Lisboa. Participou ainda em várias exposições colectivas nos últimos anos, como “Antes que a produção cesse” no Espaço Avenida, Lisboa (2007), “A Derrota” (com André Romão), na Galeria Municipal Lagar de Azeite, Oeiras, e “Para – tra il concetto di corpo e sogno”, Piazza Carlo Felice 36, Turim (2006).
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bio - Israel Pimenta

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Nasceu em Oliveira de Azeméis em 1972.
Vive e trabalha no Porto.
Exposições individuais:"Most things haven't work out", Galeria Reflexus 2007; "Patera Travels", Apêndice 2008
Exposições colectivas: "Está a morrer e não quer ver", Porto 2009; "Salon Européen des Jeunes Créateurs 2007" - França - 2007; "Colectiva Reflexus", Porto 2007; "FIAV.07 Festival d’Images Artistiques Vídeo", ESCA - Nîmes/França 2007; "Busca Pólos II", Pavilhão de Portugal - 2006; "Iman", Casa das Artes Famalicão 2005; "Kaldarte VIII", Caldas dos Reys - Espanha 2005; "Quartel - Arte Revolução e Trabalho ", Salão Olímpico - Porto 2004; "Flash contacto", Artemosferas – Porto 2002; "To Play (and the monkey business)", Artemosferas – Porto 2002; "Pontos de contacto III", Circuito de exposições na cidade - Porto 2001; "Pontos de contacto I", Circuito de exposições na cidade - Porto 2000; "Imersão Parcial", Paços do Concelho - Guimarães 1999; " a Sul...", Galeria Spatium - Tavira 1999; " a Sul...", Galerias Arco e Trem - Faro 1999; " Adição de Acções", Auditório Nacional Carlos Alberto - Porto 1999
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Links: AQUI
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bio - João Marçal

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Nasceu em Santarém em 1980.
Vive e trabalha no Porto.
Tem o Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas (2006/2008) e a Licenciatura em Artes Plásticas – Pintura (2004); ambos na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Desde 2003 que expõe regularmente em mostras individuais e colectivas. Das exposições individuais destacam-se: Homenagem a Anthony Mundiaga Ogadje (Museu da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, 2008), Henriette Binger Barthes (MCO Arte Contemporânea, Porto, 2006), Sob arte, técnica, linguagem e política (PêSSEGOpráSEMANA, Porto, 2006), P.S. I love hue (Galeria 24b, Oeiras, 2005), Repetição e Diferença (Salão Olímpico, Porto, 2004) e Oll Korrect (PêSSEGOpráSEMANA, Porto, 2003). Das mais recentes participações em colectivas destacam-se: Está a morrer e não quer ver (Espaço Campanha, Porto, 2009) Cinco minutos depois (A Certain Lack of Coherence, Porto, 2008), Meet me round the corner (in five minutes) (Spike Island, Bristol, 2008), PILOT#3 (Veneza/Londres, 2007), Antimonumentos (ah Galeria de arte contemporânea, Viseu, 2007).
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Links: AQUI e AQUI
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